terça-feira, 17 de maio de 2011

Os cordelistas cearenses mais famosos do ceará

                                       -Expedito Sebastião da Silva-
Expedito Sebastião da Silva nasceu em Juazeiro do Norte-CE, em 20 de janeiro de 1928 (dia de São Sebastião) e viveu toda a sua vida na terra do Padre Cícero, até falecer no dia 8 de agosto de 1997.
Além de bom poeta, foi tipógrafo e revisor da gráfica de José Bernardo da Silva, tendo assumido, com a morte deste, a gerência da Tipografia São Francisco, rebatizada nos anos 70 como Literatura de Cordel José Bernardo da Silva e posteriormente como Lira Nordestina, denominação que permanece até hoje.
De origem camponesa, conseguiu freqüentar a escola, chegando a concluir a quarta série ginasial.
Durante os anos escolares começou a rascunhar seus primeiros poemas, o que acabou chamando a atenção de José Bernardo da Silva, o grande editor de Juazeiro.
Seu primeiro folheto, intitulado "A moça que depois de morta dançou em São Paulo", data de 1948.
Por essa época, o chefe da oficina tipográfica era o poeta e xilógrafo Damásio Paulo da Silva, que incentiva o jovem Expedito a continuar produzindo.
Cuidadoso com a rima e, principalmente, com a métrica, Expedito costumava a revisar a obra de outros poetas que imprimiam seus folhetos na "Lira".

                                               -Gonçalo Ferreira da Silva-
Gonçalo Ferreira da Silva (Ipu CE 1937). Publicou seu primeiro livro, a coletânea de contos Um Resto de Razão, em 1966, mesmo ano em que foi lançado seu primeiro folheto de cordel, Punhos Rígidos. Entre 1963 e 1978 foi funcionário da Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro RJ. Cursou Letras na PUC/RJ, entre 1970 e 1973. Trabalhou como redator do jornal A Voz do Nordeste e da revista Abnorte-Sul entre 1980 e 1988. É um dos fundadores da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, da qual foi presidente no período de 1988 a 1996. É membro de várias academias de letras estaduais, entre elas a do Rio de Janeiro, para a qual foi eleito em 1996. Gonçalo Ferreira da Silva é autor de poemas como Meninos de Rua e a Chacina da Candelária, vertido para o francês por Jean Louis Christinat, e Mahatma Gandhi, traduzido para o inglês por Manoel Santa Maria. Segundo o crítico Gilmar de Carvalho, "poeta dos mais férteis e inspirados, Gonçalo Ferreira da Silva exerce uma inconteste liderança entre os cordelistas radicados no Rio de Janeiro.".
                                                  -José Maria do Nascimento-
José Maria do Nascimento é natural de Aracoiaba, Ceará. Aos 13 anos veio para Fortaleza, onde iniciou sua carreira como violeiro, tornando-se conhecido pelo seu talento poético e sua maneira de cantar. Já representou o Ceará em diversos festivais realizados em vários estados do Brasil, destacando-se duas viagens que marcaram época em sua carreira, quando esteve no Rio Grande do Sul, por ocasião do 2º Congresso Nacional de Turismo, e quando esteve em Brasília, cantando para as maiores autoridades do país. Lançou, juntamente com Benoni Conrado, um dos primeiros discos de violeiros que se tem notícia no Brasil. Tem um livro inédito intitulado "Fagulhas do Estro", publicou vários folhetos de cordel, destacando-se "Folclore também é cultura" e "Miscelânea de motes e glosas''.

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